Monera é um reino biológico, que inclui todos os organismosvivos que possuem uma organização celularprocariótica, como bactérias se reproduziam dentro da monera, cianobactérias e arqueobactérias. O termo Monera na classificação atual encontra-se obsoleto, e seus integrantes foram divididos entre os reinos Eubacteria e Archaea, no sistema de três domínios e/ou de seis/oito reinos. Algumas vezes o reino Monera, era chamado de "Procariontas" ou "Prokaryotae". Na influente classificação de Lynn Margulis, o termo Monera significava o mesmo que Procarionte, e deste modo continua sendo usada em muitos manuais, livros e textos.
Em Biologia, mutações são mudanças na sequência dos nucleotídeos do material genético de um organismo. Mutações podem ser causadas por erros de copia do material durante a divisão celular, por exposição a radiação ultravioleta ou ionizante, mutagênicos químicos, ou vírus. A célula pode também causar mutações deliberadamente durante processos conhecidos como hipermutação. Em organismos multicelulares, as mutações podem ser divididas entre mutação de linhagem germinativa, que pode ser passada aos descendentes, e mutações somáticas, que não são transmitidas aos descendentes em animais.
Charles
Robert Darwin, (Shrewsbury,12 de fevereirode1809—Downe,Kent,19 de abrilde1882) foi umnaturalistabritânicoque alcançou fama ao convencer a
comunidade científica da ocorrência daevoluçãoe propor uma teoria para explicar como
ela se dá por meio daseleção naturalesexual.Esta
teoria culminou no que é, agora, considerado o paradigma central para
explicação de diversos fenômenos nabiologia.Foi laureado com amedalha
Wollastonconcedida
pelaSociedade Geológica de Londres, em 1859.
HMS Beagle
Darwin começou a se interessar por história natural na
universidade enquanto era estudante deMedicinae, depois,Teologia.A sua viagem de cinco anos a bordo do
brigueHMS Beaglee escritos posteriores trouxeram-lhe
reconhecimento comogeólogoe fama como escritor. Suas observações
da natureza levaram-no ao estudo da diversificação das espécies e, em 1838, ao
desenvolvimento da teoria daSeleção Natural.Consciente de que outros antes dele
tinham sido severamente punidos por sugerir ideias como aquela, ele as confiou
apenas a amigos próximos e continuou a sua pesquisa tentando antecipar
possíveis objeções. Contudo, a informação de queAlfred Russel Wallacetinha desenvolvido uma ideia similar
forçou a publicação conjunta dassuas teoriasem 1858.
Em seu livro de 1859, "A Origem das Espécies" (do original, eminglês,On the Origin of Species by Means
of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for
Life), ele introduziu a ideia deevolução a
partir de um ancestral comum, por meio deseleção natural.Esta se tornou a explicação científica
dominante para a diversidade de espécies na natureza.
Ele ingressou naRoyal Societye continuou a sua pesquisa, escrevendo
uma série de livros sobre plantas e animais, incluindo a espécie humana,
notavelmente "A descendência
do Homem e Seleção em relação ao Sexo" (The Descent of Man,
and Selection in Relation to Sex, 1871) e "A Expressão da Emoção em Homens e
Animais" (The Expression of the Emotions in Man and Animals,
1872).
Em
reconhecimento à importância do seu trabalho, Darwin foi enterrado naAbadia de Westminster, próximo aCharles Lyell,William HerscheleIsaac Newton.Foi uma das cinco pessoas não ligadas
à família real inglesa a ter um funeral de Estado no século XIX.
O Gênio De Charles Darwin - Episódio 1 (Legendado)
O Gênio De Charles Darwin - Episódio 2 (Legendado)
O Gênio De Charles Darwin - Episódio 3 (Legendado)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Experimento vê ondas gravitacionais, fenômeno previsto por Einstein
Um consórcio internacional de cientistas anunciou nesta quinta-feira (11) a primeira detecção de ondas gravitacionais, um fenômeno previsto pelo físico Albert Einstein há exatos cem anos, mas que nunca havia sido observado. "Nós detectamos ondas gravitacionais. Nós conseguimos", afirmou David Reitze, diretor do projeto, em uma entrevista coletiva na manhã desta quinta, em Washington. O que os pesquisadores do projeto Ligo (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory) encontraram essencialmente foram "distorções no espaço e no tempo" causadas por um par de objetos com massas enormes interagindo entre si. Neste caso específico, os cientistas acreditam que o evento observado seja fruto da interação entre dois enormes buracos negros.
O QUE FOI DESCOBERTO?
Observando a interação de dois buracos negros (objetos do universo com gravidade extremamente forte) os pesquisadores registraram, pela primeira vez, as ondas de distorção provocadas pela força gravitacional no espaço e no tempo
Quando elaborou sua teoria da Relatividade Geral, Einstein afirmou que a gravidade é uma força de atração que age distorcendo o espaço e o tempo -- espaço e tempo, em sua concepção são uma coisa só. Quando há uma interação de objetos muito maciços, para os quais a força da gravidade é muito grande, eles produzem ondas que se propagam no espaço. As ondas gravitacionais estão para a gravidade assim como a luz, uma onda eletromagnética, está para o magnetismo e a eletricidade, forças capazes de gerar luminosidade.
Oscilação sutil
A detecção de ondas gravitacionais, porém, requer aparelhagem capaz de perceber oscilações muito mais sutis do que a luz. O Ligo consiste em dois enormes detectores de cerca de 4 km de extensão nos estados de Washington e Louisiana, nos EUA, operando conjuntamente. O Ligo em si começou a funcionar em 2002, depois de outros experimentos iniciais, e sua sensibilidade vem sendo aprimorada desde então. Só com um aprimoramento maior realizado no ano passado, porém, foi possível detectar um primeiro evento.
A colisão de buracos negros registrada pelo projeto foi detectada em 14 de setembro. Cada um dos dois objetos pesava cerca de 30 vezes a massa do Sol, e o fenômeno ocorreu a 1,3 bilhão de anos-luz.
Os buracos negros em colisão detectados pelo experimento são essencialmente estrelas mortas que implodiram dentro de sua própria força gravitacional. Esses objetos são escuros porque têm uma força de atração de gravidade tão grande que capturam até a luz.
Em 2009, a “ONU Água” e as 26 agências da ONU, trabalhando em parceria com governos, organizações internacionais, organizações não-governamentais e outras partes e grupos de peritos interessados, publicou a terceira edição do Relatório de Desenvolvimento Mundial da Água, desenvolvido a cada três anos pelas Nações Unidas para analisar os dados e tendências que afetam os recursos mundiais de água doce.
A água potável limpa, segura e adequada é vital para a sobrevivência de todos os organismos vivose para o funcionamento dos ecossistemas, comunidades e economias. Mas a qualidade da água em todo o mundo é cada vez mais ameaçada à medida que as populações humanas crescem, atividades agrícolas e industriais se expandem e as mudanças climáticas ameaçam alterar o ciclo hidrológico global. (…)
A cada dia, milhões de toneladas de esgoto tratado inadequadamente e resíduos agrícolas e industriais são despejados nas águas de todo o mundo. (…) Todos os anos, morrem mais pessoas das consequências de água contaminada do que de todas as formas de violência, incluindo a guerra. (…) A contaminação da água enfraquece ou destrói os ecossistemas naturais que sustentam a saúde humana, a produção alimentar e a biodiversidade. (…) A maioria da água doce poluída acaba nos oceanos, prejudicando áreas costeiras e a pesca. (…)
Há uma necessidade urgente para a comunidade global – setores público e privado – de unir-se para assumir o desafio de proteger e melhorar a qualidade da água nos nossos rios, lagos, aquíferos e torneiras.
A região metropolitana de São Paulo vive sua maior crise hídrica desde 1930, quando começaram as medições nos sistemas de reservatórios fornecedores de água. A situação é pior no sistema Cantareira, cujo nível bate sucessivos recordes negativos desde o início do ano. Responsável pelo abastecimento de 8,8 milhões de pessoas – quase a metade da população da Grande São Paulo – o Cantareira opera com o volume útil esgotado desde julho. A retirada de água do sistema só continuou porque, em maio, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) começou a bombear água do chamado volume morto. A utilização inédita da reserva técnica, que fica abaixo das comportas das represas, fez o nível do reservatório subir a 18,5%. A previsão da Agência Nacional das Águas (ANA), órgão federal responsável pela gestão dos recursos hídricos brasileiros, é de que o volume morto dure até novembro. Mas o cumprimento do prazo vai depender da chuva nas represas nos próximos meses.
A pressão das cidades
Loteamentos clandestinos e vias públicas à beira de mananciais e em áreas de várzea, normalmente inundadas pelo fluxo dos rios em períodos de cheia, ameaçam as fontes com a poluição por esgoto e lixo, industrial e doméstico. Ao mesmo tempo, a grande concentração de vias pavimentadas e de edifícios de concreto aquece a atmosfera sobre as grandes cidades, criando as chamadas ilhas de calor, que atraem nuvens pesadas e tempestades.
O solo impermeabilizado (coberto pelo asfalto ou por construções) não permite que a água das chuvas penetre até os lençóis freáticos, resultando em enchentes durante o verão, o período de chuvas.
O sertão e a origem das secas
O resultado de tais fenômenos, ao longo de séculos, foi a formação de uma região com clima semiárido, de baixo índice pluviométrico anual (pouca chuva), com predominância da vegetação da caatinga, solo raso e pedregoso e temperaturas elevadas em grande parte do ano. Alguns fenômenos que ocorrem a grande distância agravam muito a falta de chuvas ali, como aconteceu em 2013. Um deles é a temperatura da água no Oceano Atlântico, nos dois hemisférios. A diferença de 1 °C pode fazer com que a ZCIT se movimente mais para o norte ou para o sul, provocando chuvas e novas correntes de vento em lugares distintos, piorando ou atenuando o período de seca. Outro fator é o fenômeno do El Niño, que atua a cada dois ou sete anos e pode durar de um a dois anos. Ele é provocado também por diferença de temperatura nas águas do Oceano Pací- fico, interferindo nas massas de ar próximas à costa oeste da América do Sul. Por causa da estiagem, mais de 1.400 municípios decretaram estado de emergência. A situação só foi amenizada com as chuvas de verão de 2014, principalmente em maio.
Políticas públicas
O atual governo federal investiu mais de 20 bilhões de reais em obras de infraestrutura, como os sistemas coletivos de abastecimento de água, adutoras para a distribuição das águas das barragens e as próprias barragens, além da operação de carros-pipa, construção de cisternas e recuperação de poços. Dentre as obras, está a controversa transposição do Rio São Francisco. A previsão de gastos é de 8 bilhões de reais. Alguns especialistas afirmam que a construção de poços profundos e de cisternas para a coleta de água da chuva seria uma alternativa mais eficaz e barata para combater a seca. Opositores da obra também argumentam que o projeto não alcançará muitas comunidades e beneficiará principalmente os grandes fazendeiros, além de causar impactos ambientais ainda não bem mensurados no entorno do “Velho Chico”.
Desigualdade
Um tanto da água potável não está à luz do sol, mas escondido em aquíferos, formações geológicas subterrâneas. Os especialistas calculam que essas reservas guardam um volume 100 vezes maior que o da água doce superficial existente no planeta. E o Brasil é privilegiado também nesse quesito, pois possui 27 aquíferos, incluindo um dos maiores do mundo: o Aquífero Guarani, que se espalha sob 1 milhão de quilômetros quadrados, pelo subsolo de oito estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. O restante está sob os territórios de Uruguai, Paraguai e Argentina. Há estudos apontando que o depósito reserva 37 mil quilômetros cúbicos de água, volume suficiente para abastecer, sozinho, a população brasileira por muitos séculos. Mas ainda é difícil ter precisão nos cálculos, pois há poucas pesquisas a respeito.
O uso das reservas hídricas do subsolo requer planejamento. Os aquíferos abastecem rios e poços, mas, se sua água for retirada num ritmo mais intenso do que o de reposição natural (que é muito lento), o nível pode descer perigosamente. A poluição também ameaça os reservatórios: o Guarani corre risco nos pontos em que a água aflora naturalmente à superfície. Já há sinais de contaminação por esgoto e agrotóxicos, que chegam até o subsolo quando jogados por indústrias e fazendas e são absorvidos, particularmente no Rio Grande do Sul e no interior de São Paulo.
O esgotamento dos mananciais na região metropolitana de São Paulo não é causado apenas pela falta de chuvas. Além do rápido crescimento populacional, a alta taxa de urbanização, que se aplica a todo o Brasil, polui os rios e dificulta o acesso à água potável. Criado na década de 1970, o Cantareira foi uma resposta à demanda crescente da região. Foi então preciso buscar água na Bacia do Rio Piracicaba, onde fica o sistema, a 70 quilômetros da capital. Essa transferência forçada de recursos hídricos exerce pressão sobre a oferta de água para os centros urbanos, as indústrias e as plantações do interior paulista.
O crescimento desordenado das cidades agrava a dificuldade de acesso à água em qualidade e em quantidade satisfatórias. A falta de planejamento, com a verticalização das construções (prédios), sobrecarrega as estruturas já existentes nas ruas, que muitas vezes não suportam a quantidade de água que agora passa por ali milhões de litros se perdem por vazamento nos canos subterrâneos das cidades. Segundo um estudo do Instituto Socioambiental (ISA), as capitais brasileiras perdem, diariamente, quase metade da água captada durante a distribuição. Sozinha, a cidade do Rio de Janeiro joga fora mais de 1,5 milhão de metros cúbicos por dia – o equivalente a mais de 600 piscinas olímpicas. A maior parte desse desperdício deve-se a vazamentos na rede de distribuição, ao crescimento urbano e à falta de manutenção adequada às novas condições.
A crise hídrica em São Paulo chamou a atenção pelo ineditismo e por acontecer numa das regiões mais desenvolvidas e populosas do país. Mas uma boa parte dos mais de 10 milhões de brasileiros que moram no semiárido nordestino convive com a estiagem ano após ano. A falta contínua de chuvas desde 2011 fez com que, em 2013, ocorresse na região a pior seca dos últimos 50 anos. Muitos nordestinos perderam os meios que tinham para sobreviver e, sem outras alternativas, recorreram à ajuda do governo ou decidiram deixar suas terras áridas, buscando trabalho bem longe do sertão onde nasceram.
A escassez de chuva na região tem origem em lugares distantes e é provocada principalmente por mecanismos de circulação de ventos. Na chamada Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que circunda a Terra próxima à linha do Equador, os ventos dos Hemisférios Norte e Sul se encontram. A massa de ar que chega à Região Nordeste é quente e úmida, provocando chuvas na região litorânea, onde predomina a vegetação da Mata Atlântica. Mas, quando se movimenta em direção ao interior, já perdeu força e umidade, e o resultado é uma massa quente e seca que estaciona no sertão durante longos períodos. Outros fatores que podem provocar chuva, como as frentes frias vindas do Sul do país, nem sempre conseguem chegar ao Nordeste.
A seca é um fenômeno natural, mas, quando prolongada, causa graves problemas, como os que atingem o sertão. Há relatos de secas nordestinas desde o início da colonização portuguesa. Na estiagem de 1983, 1 milhão de sertanejos se inscreveram no programa de emergência para receber dinheiro para a construção de açudes. Muitos outros emigraram para o Sudeste e engrossaram o trabalho em construtoras e fábricas. A seca do ano passado causou a perda de 18 mil empregos na região.
Para atenuar o problema, o Estado brasileiro desenvolveu, principalmente a partir do século XX, políticas públicas de combate aos efeitos da seca. O primeiro órgão criado foi o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), sob o nome de Inspetoria de Obras Contra as Secas (IOCS), em 1909, e que existe até hoje, vinculado ao Ministério da Integração Nacional. Seu objetivo é executar ações para beneficiar as áreas atingidas e fomentar obras de proteção contra as secas e inundações, como a construção de açudes, que permitem tornar perenes rios intermitentes. Outra ação governamental foi criar uma legislação específica para a região, denominada então de Polígono das Secas, em 1951.
O Brasil é um dos países mais ricos em recursos hídricos e abriga 12% de toda a água potável do mundo. Esse precioso líquido, porém, não se distribui de maneira uniforme pelo território nacional. Cerca de 72% das reservas encontram-se nos rios da Região Norte, que reúne menos de 5% da população nacional. Em 2013, enquanto os nordestinos pediam chuva, as populações ribeirinhas dos rios da Bacia do Amazonas torciam para que parasse de chover. No Amazonas, 26 municípios declararam situação de emergência, incluindo a capital, Manaus.
No Sudeste, os desafios ligados à água são de outro tipo, relacionados às grandes metrópoles e à falta de planejamento e manejo adequado, pois, para se tornarem potáveis para uso humano, as águas precisam passar por um processo de tratamento. Como resultado, temos uma conta difícil de fechar. Mas, mesmo em lugares em que há abundância, muitas vezes a população não recebe água tratada. Existem propostas para garantir a oferta de água a todos os brasileiros, tornando o resultado desse cálculo mais igualitário. Segundo especialistas, a solução passa por ações como o controle de uso das reservas, monitoramento constante do meio ambiente, planejamento urbano eficiente, investimentos em cisternas, construção de poços e de infraestrutura de distribuição de água tratada.
“A negação da crise” é o primeiro episódio da websérie Volume Vivo.
Com imagens de noticiários televisivos, depoimentos de especialistas e de quem já convive com o racionamento “não oficial” de água narra a resistência do governo paulista em admitir a gravidade da crise hídrica e a falta de transparência ao não informar a população sobre as consequências dos baixos níveis do reservatório Cantareira, responsável pelo fornecimento de água a 49% da população da Grande São Paulo.
A websérie é parte de um projeto homônimo de pesquisa audiovisual que tem por objetivo chamar a atenção para a necessidade de descentralizar a gestão da água e mostrar a importância da participação da sociedade civil na busca de soluções para o problema.
Segundo episódio da web-série Volume Vivo expõe as possíveis consequências de uma gestão de recursos hídricos que tem como lógica buscar água cada vez mais longe ao mesmo tempo que negligencia as fontes de água próximas. Essa dinâmica, perpetuada desde o início da urbanização, leva São Paulo a recorrer a fontes de água em bacias hidrográficas vizinhas, ignorando os conflitos gerados pelas transposições, enquanto os rios e represas de sua própria bacia sofrem com a poluição.
·O período quente (em latim: "ver"): era dividido em três
fases: o Prima Vera (literalmente "primeiro verão"),
de temperatura e humidade
moderadas, o Tempus Veranus (literalmente "tempo da
frutificação"), de temperatura e umidade elevadas, e o Æstivum (em
português traduzido como "estio"), de temperatura elevada e baixa
umidade.
·O período frio (em latim: "hiems") era dividido em apenas duas
fases: o Tempus Autumnus (literalmente "tempo do
ocaso"), em que as temperaturas entram em declínio gradual, e o Tempus
Hibernus, a época mais fria do ano, marcada pela neve e ausência de
fertilidade.
Posteriormente,
para ajustar as estações à posição exata dos equinócios e solstícios,
correlacionados com a influência da translação associada à mudança no eixo de
inclinação da Terra,
convencionou-se, no Ocidente, dividir o ano em somente quatro estações. Vale a
pena lembrar que certas culturas ainda dividem o ano em cinco estações, como a China. Países como a Índia dividem
o ano em apenas três estações: uma estação quente, uma estação fria e uma
estação chuvosa.
Já no continente
Africano, países como Angola só têm duas estações, a das chuvas, quente e
úmida, e o cacimbo,
seca e ligeiramente mais fresca, principalmente à noite.
Mas em Westeros, continente da saga Game of Thrones?
O vírus da dengue é
classificado como um arbovírus mantendo-se na natureza pela multiplicação em
mosquitos hematófagos do gênero Aedes. Pertence a família Flaviviridae, a mesma
do vírus da febre amarela. Existem quatro sorotipos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e
DENV-4, e todos podem causar tanto a forma clássica da doença quanto formas
mais graves.
Embora existam
relatos da doença desde meados do século XIX e início do século XX no Brasil, a
circulação dos vírus dengue só foi comprovada laboratorialmente em 1982, quando
foram isolados os sorotipos DENV-1 e DENV-4, em Boa Vista (RR) ficando o país
sem notificação de casos por quatro anos. Em 1986, foi isolado o DENV-1 no
Estado do Rio de Janeiro causando epidemia e dispersão desse sorotipo para
diversas regiões do Brasil. Em seguida, com a introdução do DENV-2, também no
Estado do Rio de Janeiro, confirmou-se o primeiro caso de dengue hemorrágico
por esse sorotipo, com o aparecimento de formas graves também em outras
regiões. Em janeiro de 2001, foi isolado o DENV-3 no município de Nova Iguaçu
(RJ). Em 2010, o DENV-4 foi isolado a partir de casos detectados no estado de
Roraima e no Amazonas. Em janeiro de 2011, foi isolado no Pará e, em março do
mesmo ano, os primeiros casos de DENV-4 no Rio de Janeiro foram confirmados
pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).
Transmissão
e multiplicação
O ciclo de transmissão da dengue se inicia quando
o mosquitoAedes
aegypti, vetor da doença no Brasil, pica uma pessoa
infectada. O vírus multiplica-se no intestino médio do vetor e infecta outros
tecidos chegando finalmente às glândulas salivares. Uma vez infectado o
mosquito é capaz de transmitir enquanto viver.
Aedes aegypti
Não existe transmissão da doença
através do contato entre indivíduos doentes e pessoas saudáveis. Após a picada
do mosquito, inicia-se o ciclo de replicação viral nas células estriadas,
lisas, fibroblastos e linfonodos locais, a seguir ocorre a viremia, com a
disseminação do vírus no organismo do indivíduo. Os primeiros sintomas como
febre, dor de cabeça e mal-estar surgem após um período de incubação que pode
variar de 2-10 dias. Uma vez infectada por um dos sorotipos do vírus, a pessoa
adquire imunidade para aquele sorotipo especifico.
Diagnóstico
O diagnóstico da dengue é geralmente feito clinicamente,
com base nos sintomas relatados e em exames físico, o
que se aplica especialmente em áreas endêmicas. No
entanto, os sintomas iniciais da doença podem ser difíceis de diferenciar dos
de outras infecções virais. Um diagnóstico provável
é feito com base em sinal de febre e de mais dois dos seguintes sintomas: náuseas e vômitos,
erupções cutâneas, dores generalizadas, baixa contagem de
células brancas do sangue, resultado positivo no teste do torniquete ou qualquer outro
sinal de alerta (ver tabela ao lado) em alguma pessoa que viva em uma área
endêmica. Sinais
de aviso normalmente ocorrem antes do início de um caso de dengue grave.
Petéquias
O
teste do torniquete, que é particularmente útil em locais onde exames
laboratoriais não estão prontamente disponíveis, envolve a aplicação de um torniquete de pressão arterial entre a
pressão sistólica e diastólica por cinco minutos, seguido pela contagem de
todas as hemorragias petéquias que surgirem; um número maior torna o
diagnóstico de dengue mais provável.
O diagnóstico deve ser considerado
em pessoas que desenvolverem febre pelo prazo de duas semanas e que esteja em
regiões nos trópicos ou subtrópicos. Pode
ser difícil distinguir a febre de dengue da Chicungunha,
uma infecção viral similar que partilha de muitos de seus sintomas e ocorre em
partes similares do mundo em relação a dengue. Muitas vezes, pesquisas são
realizadas para excluir outras condições que causem sintomas semelhantes, como malária, leptospirose, febre hemorrágica viral, febre tifóide, doença meningocócica, sarampo e
gripe.
Sintomas
Tratamento
O tratamento da dengue é de apoio, com reidratação oral ou intravenosa
para os casos leves ou moderados e fluidos intravenosos etransfusão de sangue para os casos mais graves. O número de casos da doença
tem aumentado dramaticamente desde os anos 1960, com cerca de 50 a 390 milhões
de pessoas infectadas todos os anos. A dengue é endêmica do sudeste asiático e as primeiras descrições da doença datam de 1779,
sendo que sua causa viral e seu modo de transmissão foram descobertos no início
do século XX. A dengue tornou-se um problema global desde a Segunda Guerra Mundial e é endêmica em mais de 110 países diferentes,
principalmente em regiões tropicais de Oceania, África Oriental, Caribe e América. Além de eliminar os mosquitos, pesquisas para o
desenvolvimento de uma vacina e medicação diretamente orientada para esse
tipo de vírus são formas de controlar a doenças.